Tiranias da modernidade (edição portuguesa) (2024)

Quando Nome de Guerra é corpo na cidade

RESUMO:O texto analisa o romance "Nome de Guerra", de Almada Negreiros, como uma narrativa de aprendizagem moderna que explora a oposição campo-cidade e a reinscrição da tradição na Lisboa da década de 1920. A autora, Izabel Margato, destaca como Almada utiliza a citação e a fragmentação de textos anteriores, como os de Eça de Queirós, Camilo e Cesário, para construir uma proposta de escrita moderna que não descarta a tradição, mas a ressignifica. Através do percurso do personagem Antunes, um provinciano que busca se autoconhecer e habitar a cidade, o romance exemplifica a busca pela ingenuidade recuperada como processo de aquisição de conhecimento, onde o corpo da mulher-cidade, Judite, funciona como mediadora para a compreensão da realidade e a conquista da liberdade individual em um universo de signos cambiantes.

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